Amo-te
Acordo para mais um dia. Custa a respirar.
O sol já não brilha como dantes. O horizonte marca-se a cinza.
Já nada faz sentido. Os segundos arrastam-se no relógio. Até o tempo marca passo.
Não te vejo. Somos uma sombra do que fomos. Outrora…
Sempre fomos tão errados um para o outro. Água e azeite.
Mas fazes parte de mim. Como o Sol e a Lua, jogando às escondidas.
Talvez por isso, já não falamos. Já mal olhamos um para o outro
Como o Sol e a Lua somos eclipse. E mesmo assim…
És o meu mundo. Sem ti, nada funciona.
Os dias arrastam-se. Não vejo, Não ouço. Não sinto o gosto da vida.
Falta-me o equilibrio. Falta-me o ar. Faltam-me as palavras.
Falta-me a coragem para te abraçar, com medo que me rejeites.
E mesmo assim… amo-te.
Ricardo Vercesi
Onde as palavras dos outros se reunem às nossas num espaço de silêncio e reflexão
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quarta-feira, 12 de junho de 2013
quarta-feira, 27 de março de 2013
NAVEGANDO NA TUA MEMÓRIA
Deixei as certezas na praia
Quando a última onda te levou
E as gaivotas choraram a perda.
Em cada grão de areia
Uma estrela te acolheu
No sal que deixaste preso a mim.
Foste a maré que me trouxe aqui
A saudade de quem parte para a tempestade.
Foste a minha plenitude, a minha verdade.
As marés não pararam o seu balanço.
As gaivotas continuam à tua procura
Na espuma de cada onda que beija a costa.
E eu fico sentado, ali, chorando cada lágrima
Como se mais uma memória tua me sorrisse
E me banhasse na nossa história.
Por fim viajo em mais uma fase da Lua
Regressando sempre ao mesmo lugar
Esta saudade minha e tua será sempre nossa
Seremos sempre nós a navegar.
Ricardo Vercesi
Deixei as certezas na praia
Quando a última onda te levou
E as gaivotas choraram a perda.
Em cada grão de areia
Uma estrela te acolheu
No sal que deixaste preso a mim.
Foste a maré que me trouxe aqui
A saudade de quem parte para a tempestade.
Foste a minha plenitude, a minha verdade.
As marés não pararam o seu balanço.
As gaivotas continuam à tua procura
Na espuma de cada onda que beija a costa.
E eu fico sentado, ali, chorando cada lágrima
Como se mais uma memória tua me sorrisse
E me banhasse na nossa história.
Por fim viajo em mais uma fase da Lua
Regressando sempre ao mesmo lugar
Esta saudade minha e tua será sempre nossa
Seremos sempre nós a navegar.
Ricardo Vercesi
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