sexta-feira, 12 de junho de 2009

Para ti

Para ti

Quando ergui os olhos
Encontrei alguma paz
Cansados na areia
Molhados
Trouxeram-me o mar
Caminhei sobre as ondas
Sem medo de cair
Conhecia o fundo
Era preciso navegar
Era preciso descobrir
O vento cortava a carne
Pesada sem velas
Aumentava a distância
De novo só o ânimo
De inventar outra ilha
De arrastar
A pesada âncora
Mas segui
Até encontrar a praia
Aonde tu estavas à minha espera
E só então compreendi
Que eras a minha liberdade

(João Sevivas)

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